Conselhos sobre a Alma Feminina

Por: Olavo Campos

As Mulheres, essas criaturas abençoadas por Deus,
apimentadas pelo diabo e bonitas por natureza, são seres desprovidos de
qualquer resquício de alma, concorda comigo quem já pegou mulher casada, viúva
recente ou noiva em despedida de solteira… No final das contas elas já
conseguiram tudo o que queriam de seus homens e acham que chegou a hora de
aproveitar um pouco e recuperar o tempo desperdiçado.

Tem mulher que acha que homem é trabalho e, acredito eu, os únicos trabalhos
divertidos são de jogador de futebol e de cantor famoso (mas não pode ser nem
de pagode nem de sertanejo pq eles reclamam tanto da vida e da mulher amada que
esse pessoal não pode ter uma vida lá muito feliz!). Tratam o homem como
a cruz que elas precisam carregar mas que, em vez de carregar, preferem
encostá-la em um canto qualquer ao abrigo de umidade, pra não feder, e de luz,
pra que ela não tenha o desprazer de olhar sempre para o motivo de suas
frustrações.

Mas isso se o homem for aquele meia-boca, homem chinfrim, que no dia do
contrato de amaziamento abre mão de sua masculinidade e, como quem entrega a
chave do apartamento para o novo inquilino, deixa seus colhões,
irremediavelmente, em poder da sua nova proprietária que engole os chamados
bagos e passa e exercer o papel de macho-alpha do lar.

Homem que é homem não pode largar a chibata de lado, entendam metaforicamente
se for de seu melhor agrado, mas homem que não tem fala mansa com voz grossa e
pegada forte é homem condenado.

Fala mansa é necessária pois, devido à um processo desevolutivo nascido na
década de 70 chamado feminismo, a mulherada ta teimosa feito mula velha! É
preciso saber falar com calma que ela acaba se convencendo, acho que é pq elas têem algum problema de entendimento quando o volume da mandada ultrapassa alguns
tantos decibéis. E, nos dias afrescalhados que vivemos, a gente não pode apelar
logo pro vergalho já que depois que uma tal Maria da Penha foi fazer papel
de legisladora, educar mulher no chabuco dá até cadeia.

A voz grossa tem dupla função no termômetro feminino. Ela tanto esquenta quanto
esfria o procedimento de qualquer uma que lhe cruze a andada. É de suma importância
que o macho saiba como usar essa ferramenta de grande valia nos dias atuais.
Você não vai conseguir controlar a onça, como deve ser, chamando ela de docinho
e nem esquentar-lhe as partes baixas perguntando se a louça ta lavada (vai
ficar por conta de descabelar o palhaço!). Eu tenho um labrador de estimação
(homem que é homem tem cachorro no quintal, essa história de gato num fica
muito bem explicada!) que atende pela alcunha de Paco, que foi um dono de boteco
em Belo Horizonte
que me serviu de local de tocaia pra caçada por algumas vezes, era só armar
arapuca e a coisa era garantida, a mulherada caia mesmo. Então, esse labrador,
que na verdade é um vira-lata (outra característica de bicho de homem),
funciona da seguinte maneira, eu falo num estilo mais atrovejado, ele baixa a orelha e procura jeito de se abrigar que o troço não ta bom pro lado dele,
quando o tom é um tanto mais afetuoso, o cão chega até a chacoalhar de tanto
que fica satisfeito. Tenho no meu entendimento que a mulher tem uma certa
ascendência canina pois funciona mais ou menos do mesmo jeito e já tem umas
tantas aí que se chamam de cachorras elas próprias.

A pegada forte não pode faltar e acho que não carece de
muita explicação. É nela que mora o bruto da natureza masculina, a parte do
comportamento do macho que fez ele ser macho, e líder, desde os tempos dos
dinossauros, quando todo homem comia brontossauro do mesmo jeito que a gente
come churrasco (com a diferença que a carne devia ser um pouco mais mal
passada, pq o bicho era grande e acho que ninguém atura esperar muito pra comer
quando a fome aperta). Serve para muita coisa diversa: segurar a vergasta,
desferir o golpe, desafogar sufoco, acarinhar a mulher e até segurar a menina
pra evitar a fuga, caso a fala mansa e a voz grossa não tenham cumprido o seu
papel, por inabilidade do inexperiente usuário, que, no caso, não deve ser um
homem lá muito confiável. Ou seja, a pegada finaliza o trabalho da fala mansa e da
voz grossa, tenha dado certo, tenha dado errado.

Com essa sabedoria em mãos, acredito que ajudo um pouco a atuação do chamado homem
moderno, que mata de desgosto nossos viris ancestrais. Mas fique registrado que o
sistema não é à prova de falhas, sabendo-se aqui que nem o Paco me obedece
sempre como deve. E tenho dito.

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