O Templo de Ossos

Olavo Campos

Tenho um templo em mim
Esculpido em ossos Humanos
Descarnados, fétidos e putrefatos
Como o mundo desumano que nos rodeia
Uma ode ao descaso
Cuspido e escarrado
Da sociedade que nos prende e sufoca
Meu templo celebra a incapacidade e a estupidez
Assim como os insistentes refugos de nossa consciência débil.
Meu templo de ossos
Humanos e sacros,
Pervertidos e prostituídos,
Depravados e constantemente perturbados.
É a casa da dor e do desengano.
Do total e absoluto despreparo particular..
Dos fantasmas ergueu-se
Aterrorizante e imponente
Para aniquilar toda a autoconfiança por mim adquirida,
Para levar-me a mim e ao abismo do mundo.
Meu templo  de ossos é podre e
sombrio,
Onde o combate é constante e a paz rarefeita
Como uma cigarra que grita até a morte,
Grita também dentro do meu peito
E não deixa-me dormir em paz.
Meu templo é também uma prisão
Digna do horror que meu espírito irrompe
Que me prende e castiga a cada instante
E impede o desvencilhar de angustia que me afeta..
Como quebrar meu incomodo templo
Constituído pelo âmago do homem
E fortalecido  pelo medo de mim?
É duro o despertar a cada dia
Pois existo em mim e, em mim
Existe meu templo mórbido
Feito de carne e de ossos
Onde a paz não existe mais

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