A Saga de Tobias Jack (The Blues Experience) 02

Olavo Campos


A Mãe

 “Como se deve palmilhar a encosta?”.
Sobe e não penses nisto.”

De caminhos tortuosos
compõe-se ópera de seus dias estranhos. Decupando sua vida em um curta-metragem
não muito aclamado pela crítica familiar. Em sua ilha (deserta) de edição no
meio da metrópole, não encontrou em nenhum homem sequer uma “Super Oito” que
faria mais belas as imagens de sua vida gravada em VHS.

Seria possível sua
vida ser contada em um filme mais longo caso estivesse consciente em momentos
importantes, mas vivia de sonhos, artificialmente moldados pela alquimia mágica
do entorpecimento.

Sem permissão, sua
vida foi direcionada por um diretor de quinta categoria, cuja credibilidade
duvidosa iludia com promessas de superprodução. Mas que preferiu fazer da vida
de sua dirigida uma mescla de pornografia, suspense e drama, sem pensar que o
romance e a comédia são gêneros muito mais atraentes a todos os públicos.

Era uma atriz…
Não! Era menos que isso… Era uma vitima da própria incapacidade de dirigir
sua vida, entregando tal responsabilidade para o primeiro que se dispusesse a
desenvolver seus atos e falas, até que nada mais fizesse além de interpretar
seus dias, nem sempre com um sorriso no rosto e nunca com um desempenho digno
de menção.

E
assim foi sua vida… Sem estatuetas ou reconhecimento. Apenas um “diretor”
incompetente, um filho sem perspectiva e um bastardo, fruto de uma noite
terminada em sangue e desilusão.

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