Pater Familia e o Fogo Sagrado

Pesquisando a origem de alguns costumes atuais, tomei ciencia de alguns costumes romanos, alguns deles herdados por nossa sociedade, de que na Roma antiga existia a figura do “pater familia”  que era o patriarca de uma casa. Esse cara possuía poder ilimitado, de vida e morte sobre os integrantes da família. Este ser onipotente, tinha a necessidade de um Filho Primogênito que deveria ser do sexo masculino. Caso seu primeiro filho, fosse na verdade uma filha, o patriarca poderia matar esta prole ou criá-la, de acordo com os seus desejos. Entretanto, somente após o nascimento de um filho homem, estaria satisfeita a necessidade do primogenito, mesmo que este possuísse 10 irmãs mais velhas. Caso o Pater não gerasse nenhum filho homem, seria procurado entre os irmãos do Pater, um que tivesse mais de um filho e este “extra” era adotado pelo Pater, tornando-se o primogênito. Esse primogênito passaria a ser o herdeiro de todo o patrimônio familiar após o falecimento do Pater. Mas isso não vinha de graça… o Primogênito, por sua vez, era responsável pelo “Fogo Sagrado”, Ritual religioso que consistia em uma chama acesa em uma espécie de lareira que representava os antepassados da família, onde, 3 vezes ao dia, eram feitos pedidos de proteção e prosperidade (e daí vem a expressão “manter acesa a chama”). O primogênito era responsável por não deixar o fogo se apagar nunca jamais, e imagino eu, não deveria ser uma tarefa muito fácil devido a falta de recursos à época, entretanto, tal função era premiada com a posse absoluta de toda herança deixada pelo “pater”. Mas o que aconteciam com as mulheres? As filhas mulheres deveriam casar-se e assumir a cultura da família do esposo e, para tanto, o rito de casamento durava aproximadamente 15 dias para que ela se habituasse com os costumes familiares marido. Para tanto, no último dia, se não me engano, havia o ritual da fuga, quando o esposo, segurando a mulher nos braços, deveria correr por um campo aberto enquanto era perseguido pelos irmãos da noiva até adentrar sua nova residência, motivo pelo qual ainda hoje existe o hábito do marido carregar a esposa na noite de núpcias.

Outro fato que achei curioso foi a respeito dos ritos funerários desta época, pois não haviam cemitérios públicos e os mortos eram sepultados nos fundos da propriedade familiar. Após o sepultamento, a família oferecia um banquete fúnebre, servido em cima do túmulo, onde o “de cujus” poderia “participar” de uma última refeição em família. outro fato curioso é que se o falecido possuísse animais e serviçais de sua predileção, esses eram sacrificados e enterrados junto ao falecido, para que pudessem lhe servir na pós-vida.

Mera curiosidade… achei interessante e resolvi compartilhar neste post.

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Uma resposta para Pater Familia e o Fogo Sagrado

  1. Covil Nerd disse:

    Interessante o jantar fúnebre…atualmente o mesmo foi substituído apenas a pão com mortadela…hehe

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