Murphy sou EU!

Hoje me encontro em um estado de espírito particularmente decepcionado com minha pessoa. E resolvi aqui deixar uma dica aos meus escassos leitores: Se você tem que fazer uma escolha entre duas opções, sendo que uma delas é errada, pergunte-me qual eu escolheria e se decida pela segunda… considero esta uma maneira eficiente de se dar bem.

Não conheço outra pessoa com tanto talento para o erro quanto a que encaro todos os dias no espelho. Quando tudo está bem, sempre acabo escolhendo um caminho menos confortável, onde a dúvida é como uma loteria que aposto acreditando na fortuna… o problema é que a possibilidade do sucesso é progressivamente proporcional à sua falibilidade. Se der certo, vence-se uma Mega Sena; se der errado, não me sobra muito, a não ser a posse de um bilhete não premiado.

Tais escolhas sempre me prejudicaram, seja na vida pessoal, seja na profissional…  Me foco agora na pessoal que é  a que me atinge como uma lâmina com destino e endereço certo na minha consciência.

Às vezes gostaria de deixar alguém escolher por mim (ou será esta apenas mais uma escolha equivocada?).

Tanta decepção me apresentou uma realidade que tanto temi minha vida e inteira: A Descrença.

Fico pensando se o romance, o amor e outras coisas que se fantasia na adolescência de fato não passam disso: fantasias.

Minha arte já não é mais a mesma. Minhas poesias não fugiram de minha pena, por outro lado, expõem uma realidade tão mórbida que me assustam… são muito reais até para serem consideradas poesias, apesar da rima e métrica. Melhor que permaneçam engavetadas.

Meus segredos andam expostos (e me expondo) em desabafos desnecessários para leitores desinteressados que, quando não o são (desinteressados os leitores, não desnecessários os desabafos), atraem conclusões exageradas e preocupações descabidas… penso então que também tendo a dramatizar em demasia. Mea Culpa.

Como já disse antes, meu navio vem naufragando aos poucos, mas ainda haverei de alcançar meu porto seguro, onde os reparos serão feitos antes de seguir jornada… nisso ainda acredito.

Coisa de poeta.

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